SUGESTÃO DE PAUTA | EXPEDIENTE 21 de Julho de 2024


Poderes Terça-feira, 09 de Julho de 2019, 06:54 - A | A

09 de Julho de 2019, 06h:54 - A | A

Poderes / EVENTO

Hospital de MT participa de debate sobre redução de cesáreas em SP

No mundo, tendência é em incentivar cada vez mais que partos normais sejam preferência, sempre que possível



O Brasil é um dos países do mundo em que mais partos cesáreos são realizados. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece 15% como uma proporção recomendada, no país este índice chega a 57%.

 

Deste total, destacam órgãos como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), boa parte não seria necessária por não haver fatores de risco que justificassem a cirurgia.

 
 

 

Esta realidade, no entanto, vem sendo discutida com o objetivo de ser reduzida por meio, por exemplo, de projetos como o Parto Adequado, desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), com o apoio do Ministério da Saúde.

 

Em Mato Grosso, o Hospital Infantil e Maternidade Femina foi pioneiro em aderir ao projeto, desde 2015. A equipe de médicas da instituição, formada pela diretora-técnica Fernannda Pigatto e pelas obstetras Fernanda Monteiro e Alessandra Alves, participaram nos dias 02 e 03 de julho, do encontro “Sessão de Aprendizado do Projeto Parto Adequado”, no Hospital Albert Einstein.

 

“Esse encontro teve objetivo de reunir alguns desses hospitais pra discutir as políticas públicas que estão sendo adotadas e que podem resguardar e apoiar, porque é uma tendência mundial, a redução dos partos cesáreos. No Brasil, pela alta taxa de cesarianas, temos algumas complicações, tanto maternas como infantis. Entre elas, destaca-se, por exemplo, o aumento das taxas de internação dos recém-nascidos nas UTI’s Neonatais, principalmente por desconforto respiratório. E nosso foco é essa redução”, explica Fernannda Pigatto.

 

Ainda, conforme a diretora-técnica, é importante que Mato Grosso esteja nesta discussão e tenha a possibilidade de se inserir, cada vez, mais na realidade mundial quando o tema é parto.

 

“Para a Femina, é importante estar neste caminho, entender o que outros hospitais no país estão fazendo e debater as próximas ações. Os estudos ao redor do mundo mostram que o parto normal, na grande maioria das vezes, é o melhor. Claro, sempre salvo exceções. O que visamos e sempre será nossa prioridade é fazer o que for melhor e mais seguro para mãe e o bebê. Neste sentido, temos sido vanguarda”, completou.

 



Comente esta notícia


65 98119-2325

[email protected]

icon facebook icon twitter icon instagram