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No Alvo Quinta-feira, 04 de Julho de 2019, 07:40 - A | A

04 de Julho de 2019, 07h:40 - A | A

No Alvo / CASA DE BEM BEM

Casarão que desabou 2 vezes vai passar por obra de estabilização

Construtora vai receber R$ 506 mil por novo contrato, que ainda contempla restauração do Casarão 155



Após desabar duas vezes em um ano, a Casa de Bem Bem, casarão no Centro Histórico de Cuiabá, passará por obras de estabilização estrutural antes que a reforma de restauração, iniciada pela empresa X Nova Fronteira Construções em outubro de 2017 e paralisada meses depois, tenha continuidade.

 

De acordo com a assessoria da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, a empresa Archaios Engenharia Consultoria Projeto e Restauração Ltda. foi contrada para executar obras de estabilização estrutural e drenagem de águas pluviais do casarão dentro de cinco meses.

 
 

 

Além disso, dentro do mesmo contrato, a empresa também deverá restaurar e repor revestimentos da fachada do Casarão 155, localizado na Rua Pedro Celestino, no Centro Histórico da Capital, no mesmo prazo. Para as duas reformas, a construtora irá receber R$ 506.596,53 mil.

 

A publicação foi feita no Diário de Contas que circulou na última terça-feira (2).

 

Restauração

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Casa de Bem Bem

Casa de Bem Bem desabou pela segunda vez em dezembro de 2018 e segue escorada até hoje

Em 2016, a revitalização da Casa de Bem Bem entrou na lista de obras do PAC Cidades Históricas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A obra seria feita em parceria com a Prefeitura de Cuiabá.

 

O custo estimado era de R$ 2.150.648,25 e passou a ser executada pela empresa X Nova Fronteira Construções. A Prefeitura de Cuiabá não informou quanto foi pago pelo projeto até o momento.

 

De acordo com nota da assessoria da pasta, a contratação da empresa foi feita emergencialmente, motivo pelo qual foi dispensado o processo licitatório. A secretaria também afirmou que a construtora é especialista em projetos de restauração de patrimônio histórico.

 

A residência, que tem construção datada de meados de 1850, foi o lar de Constança Figueiredo Palma, conhecida como Dona Bem Bem. Figura ilustre da sociedade cuiabana, ela foi anfitriã de diversas festas nas décadas de 60 e 70, incluindo as festividades de São Benedito. 

 

Cedida pela família Palma em 2012 ao Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), a casa seria transformada no Centro Cultural Nho Nho de Manduca – Casa de Bem Bem. 

 

Desabamentos 

 

O casarão sofreu dois desabamentos. O primeiro aconteceu em dezembro de 2017. Na época, o casarão tinha graves problemas no telhado, que devido a falta de manutenção havia se deteriorado com o passar dos anos. 

 

Por conta de sua construção ser feita de adobe – principal material utilizado em casarões coloniais – as paredes absorvem muita água se não forem protegidas adequadamente.  

 

Após a Casa de Bem Bem desabar pela primeira vez, a Prefeitura de Cuiabá emitiu uma nota informando que as obras seriam retomadas. 

 

As únicas ações que foram feitas na época foram a colocação de uma lona preta acima do telhado – que não foi eficiente para proteger a estrutura da água da chuva – e uma estrutura de madeira para escorar as paredes que ainda estavam de pé, depois que as primeiras caíram.

 

Em dezembro de 2018, ocorreu um novo desmoronamento em um dos anexos da casa. Diante desse novo fato, a Prefeitura de Cuiabá emitiu uma nota afirmando que iria contratar, em caráter emergencial, uma empresa para fazer a restauração - o que ocorreu apenas agora.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Casarao 155

Casarão 155, na Rua Pedro Celestino, também deve passar por restauração

TAC

 

Em março de 2018 o Ministério Público Estadual (MPE) instaurou uma investigação que apurou problemas no processo de restauração da casa, que é tombada como patrimônio histórico nacional. 

 

Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado pelo Iphan e pela Prefeitura e, neste meio tempo, uma cobertura metálica temporária foi colocada para evitar que as chuvas atingissem a casa.

 

Um processo administrativo também está sob análise na Controladoria Geral do Município para apurar a responsabilidade do desmoronamento da fachada. 

 

Em outubro de 2018, a Prefeitura ainda contratou uma empresa terceirizada de segurança para fazer a vigilância armada no local. O contrato tinha duração de três meses e custou aproximadamente R$ 42 mil.



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