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No Alvo Segunda-feira, 08 de Julho de 2019, 06:45 - A | A

08 de Julho de 2019, 06h:45 - A | A

No Alvo / FÉ E DEVOÇÃO

Em procissão, fiéis de São Benedito pagam graças alcançadas

Devotos cuiabanos dedicam suas vidas ao santo em retribuição; celebração termina neste domingo



Empregos, cura de doenças, casamentos, revelações, proteções. Esses são alguns dos pedidos dos devotos a São Benedito, cuja festa em sua celebração iniciou na quinta-feira (4) e encerra neste domingo (7), em Cuiabá. Tradição há mais de 120 anos, a procissão de São Benedito, que encerra a festa religiosa, é marcada pela fé e devoção. Milhares de fiéis percorrem as avenidas de Cuiabá para pagar as graças alcançadas, entoando louvores e canções. O chefe da cozinha da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, Nilson Arruda, de 57 anos, passou por um grande sufoco há cerca de três meses. O devoto sofreu duas paradas cardíacas, mas com fé no seu santo protetor, ele disse que conseguiu superar o obstáculo. “Eu tive duas paradas cardíacas e estou recém-sarado graças a Nossa Senhora do Rosário e São Benedito”, disse. Nilson afirmou que precisaria passar por hemodiálise, no entanto, ao fazer os exames, os médicos não encontraram nada. “Com muita oração e também com minha fé em São Benedito, quando foram fazer os exames, nem a veia que estava entupida existia mais. Não precisou fazer nada”, relatou.Alair Ribeiro/MidiaNewsA cozinheira Tereza Pereira encontrou na fé o seu aconchego A cozinheira Tereza Pereira, de 63 anos, também foi agraciada por São Benedito. Ela contou que teve muitos problemas de saúde, mas os ignorava devido à vida corrida que levava há 20 anos. Mãe solteira, ela precisava trabalhar e cuidar dos filhos sozinha. Isso foi causando um desgaste físico e mental.  “Eu tinha problemas de saúde, de 'tribulação', até depressão. Era muito corrido para eu criar as crianças sozinha”, afirmou. Com a ajuda de São Benedito, Tereza contou que conseguiu superar essas adversidades. Porém, há quatro anos, ela sofreu com uma crise de pedra na vesícula e ficou 52 dias internada. “Eu busquei e as coisas se resolveram da maneira que eu esperava porque São Benedito intercedeu a Jesus Cristo e eu melhorei”, afirmou. Já no caso da aposentada Benedita Duarte de Souza, mais conhecida como Sinhá, de 92 anos, foi um pouco diferente. Ela também foi agraciada por São Benedito, mas foram seus amigos e familiares que fizeram as orações. “Quando eu estive doente, fiquei quase morta por uns três dias no hospital. Só de olhos fechados, não escutava nada. Os médicos examinaram e não souberam dizer o que era, não sabiam de nada”, relembrou Sinhá. Ela disse que, quando acordou no hospital, se viu rodeada de pessoas fazendo orações a São Benedito e só conseguiu sorrir. “Eu não pedi para São Benedito, foram eles [familiares] que fizeram tudo. Aí eu fiquei boa. Desde esse dia, eu nunca mais adoeci daquela forma”. Alair Ribeiro/MidiaNewsNilson Arruda contou que sofreu duas paradas cardíacas  Mas ela também assumiu que não deixa de pedir por graças ao seu santo. Benedita disse que sempre tem as graças alcançadas em prol dos outros.  “Já pedi e tudo o que eu peço, ele me atende. Quantas pessoas eu já não coloquei em repartições? Quantos presos eu já tirei da cadeia? E sou atendida”, revelou com orgulho. Retribuição Em agradecimento, os devotos também dedicam seus trabalhos a São Benedito e à igreja. Como voluntários, os agraciados ajudam o santo. Na festa, por exemplo, os religiosos até lavam banheiro de graça para pagar pelo milagre recebido. “Os voluntários vêm ajudar, pode ser de promessa ou porque já tem mesmo aquela coisa no coração, como eu”, explicou Sinhá. Batizada com o mesmo nome do santo, Benedita revelou que não vai sair da igreja enquanto estiver viva. “Desde criança eu estou aqui e eu não posso deixar de vir, até posso ficar doente. Para mim, ele é o meu pai”, disse. Já Nilson atua na cozinha da igreja há 30 anos. Ele contou que passou a frequentar logo criança e se apaixonou. “Desde criança eu venho. Meus pais, avós, que me traziam. Eu fui seguindo aquela devoção que eles tinham com São Benedito. Fui criando o amor e a fé”, afirmou. Alair Ribeiro/MidiaNewsSinhá revelou que agradece diariamente pelo santoComo forma de mostrar o seu amor devoção, Nilson se tornou voluntário do santo dos negros. Depois que ele recebeu a graça, seu empenho com a igreja só aumentou. “Estou aqui prestando caridade. São Benedito é meu padrinho, é meu pai, é tudo na minha vida. Agradeço a ele. O que eu posso fazer para ele, eu faço. Agora minha vida é dedicada à igreja”, afirmou. Já Tereza chegou à igreja em busca de algo que a completasse e encontrou o que faltava na fé a São Benedito. Ela iniciou como cozinheira e está até hoje fazendo o trabalho voluntário. “Sem fé, você não faz nada. Cada dia que passa, a minha fé aumenta cada vez mais porque a coisa não é fácil. Você tem que acreditar”, revelou a cozinheira. 



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