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Polícia Sábado, 30 de Março de 2024, 05:02 - A | A

30 de Março de 2024, 05h:02 - A | A

Polícia / CASO MARIELLE

Relatório aponta que patrimônio de mulher de delegado investigado por morte de Marielle cresceu impressionantes 1.444%

Os valores eram apontados como lucros de duas empresas

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Segundo o relatório da Polícia Federal acerca dos falecimentos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, foi observado um aumento substancial no patrimônio de Érika Andrade de Almeida Araújo, esposa do delegado Rivaldo Barbosa, então líder da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, durante o ano em que seu esposo assumiu a posição. De acordo com a PF, ela passou a receber uma quantia considerável de lucros provenientes das empresas fundadas por seu marido. Sua renda anual aumentou de R$ 32,6 mil em 2014 para R$ 504 mil em 2015, representando um crescimento de 1.444% (veja o gráfico abaixo).

REPRODUÇÃO/POLÍCIA FEDERAL

Os valores eram apontados como lucros de duas empresas: Mais I Consultoria Empresarial e Armis Consultoria Eireli. Os principais clientes dos empreendimentos estão relacionados com o ramo da construção civil. “Provavelmente Érika e Rivaldo tenham optado por concentrar as movimentações financeiras advindas das empresas […] nas contas de Érika a fim de não chamar atenção dos órgãos de controle, tendo em vista as funções de destaque ocupadas por Rivaldo ao logo da carreira pública”, informou a PF.

Os policiais federais responsáveis pela apuração do crime dizem que Érika não tinha qualquer qualificação para realizar as atividades das empresas, e que a maioria das transações acontecia com dinheiro em espécie. “Érika foi encontrada trabalhando em uma loja de móveis de sua irmã (da qual foi sócia por um certo tempo), aumentando os indícios de que se tratava de uma interposta pessoa, uma testa de ferro, nos empreendimentos que de fato eram administrados por Rivaldo”, aponta o relatório.

A conclusão das investigações mostra que Rivaldo Barbosa fez negócios com “contraventores, milicianos e […] políticos” visando enriquecer financeira e politicamente.

“Aqui se mostra a faceta mais abjeta de sua atuação. Rivaldo lucrava enquanto as organizações criminosas empilhavam corpos pela Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A criação desse ambiente pernicioso permitiu o fortalecimento de grupos criminosos, tendo em vista que a na omissão deliberada na repressão dos crimes de homicídio tem o condão de cultivar um ambiente fértil para todo o tipo de criminalidade, sendo esse crime o esgoto no qual desaguam os reflexos dos demais.”

Com informações de R7



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