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Política Segunda-feira, 29 de Julho de 2019, 08:20 - A | A

29 de Julho de 2019, 08h:20 - A | A

Política / PROFESSORES PARADOS

Botelho: "Servidores devem acreditar no Governo e encerrar greve"

Categoria está de "braços cruzados" há 2 meses; presidente da AL diz que "não há dinheiro"



O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), fez um apelo para que os profissionais da Educação – em greve há quase dois meses – retornem para as salas de aula.

 

A categoria exige, entre outros pontos, o cumprimento da lei da dobra do poder de compra (Lei 510/2013), que dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração durante 10 anos, bem como a Revisão Geral Anual (RGA). 

 
 

 

Botelho disse compreender os anseios dos profissionais, mas afirmou que, ao menos por ora, o Executivo não dispõe de dinheiro para atender aos pedidos.

 

A minha sugestão é: encerra a greve, acredita nesse programa que está sendo feito para que no ano que vem, se Deus quiser, esse Estado terá condições de pagar RGA e de começar a pagar o que é direito deles

“O momento é de aguardar, acreditar. Acho que tem que encerrar a greve. Não tem condições de pagar e a greve vai gerar mais problemas. Fui professor, participei de greve. Greve é transtorno, principalmente para o professor. Chega dezembro, janeiro, tem que repor aula”, disse o presidente.

 

“A minha sugestão é: encerra a greve, acredita nesse programa que está sendo feito para que, no ano que vem, se Deus quiser, esse Estado terá condições de pagar RGA e de começar a pagar o que é direito deles”, acrescentou.

 

As declarações foram dadas à TV Centro América.

 

Incentivos e arrecadação

 

Na ocasião, Botelho ainda saiu em defesa do projeto proposto pelo governador do Estado e aprovado pela Assembleia Legislativa no último sábado (27), que visa reinstituir os incentivos fiscais, alterar o método de cobrança de ICMS e aumentar imposto de setores econômicos de Mato Grosso.

 

Segundo o presidente, este é um dos caminhos encontrados pelo Executivo para aumentar a arrecadação, o que lhe permitiria cumprir as leis que garantem reajustes salariais ou demais ganhos aos servidores.

 

“Temos que botar isso na cabeça: não se resolve crise econômica se a despesa está maior que a arrecadação. Há dois caminhos: aumentar a arrecadação e segurar despesa. É assim na sua casa, no governo, em qualquer lugar”, disse.

 

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