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Política Terça-feira, 02 de Julho de 2019, 06:57 - A | A

02 de Julho de 2019, 06h:57 - A | A

Política / TRÉPLICA A MENDES

Emanuel exige diálogo sobre futuro do VLT: “Aqui tem regras”

Governador Mauro Mendes deve decidir sobre VLT neste mês; Emanuel defende aval da prefeitura



O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) voltou a defender que o governador Mauro Mendes (DEM) converse com ele antes de decidir o futuro do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

 

Recentemente, Mendes disse que irá anunciar a decisão sobre o que fazer com o modal na primeira quinzena de julho. 

 

Conforme o prefeito, um decreto,nbaixado por ele em janeiro de 2017, proíbe que o Governo do Estado faça intervenções destinadas à melhoria da mobilidade urbana e ligadas às obras da Copa sem a autorização do Município.

 
 

 

“Eu acho que a decisão de não fazer o VLT é um grande retrocesso, inaceitável, e a prefeitura tem que ser ouvida. Não é questão de querer ou não querer. Existe um decreto. Cuiabá tem prefeito, tem gestão, tem regras, normas e leis, e elas terão que ser cumpridas. Não vai chegar e entrar aqui, fazendo o que quiser, não. É por causa disso que ficou do jeito que ficou”, afirmou Emanuel nesta segunda-feira (1º) à imprensa.

 

Não é questão de querer ou não querer. Existe um decreto, Cuiabá tem prefeito, tem gestão, tem regras, normas e leis, e elas terão que ser cumpridas

Na semana passada, o democrata e o emedebista trocaram farpas na imprensa. Enquanto Emanuel exige diálogo, Mendes afirmou que o Executivo não foi consultado quando resolveu plantar palmeiras e grama no canteiro central das avenidas por onde deverá passar o modal de transporte, caso a obra seja retomada.

 

Em resposta, Emanuel afirmou que assim que Mendes decidir pela implantação do modal, as palmeiras e gramados poderão ser retirados dos canteiros "em dois dias".

 

“Estou revitalizando todo o corredor das avenidas Fernando Corrêa, do CPA e Prainha, e mais, com material removível. A hora que vier o VLT, se ele decidir fazer, eu mesmo vou pegar junto com outros trabalhadores e arrancamos em dois dias todo o material que está lá, e plantar em outro lugar”, disse. 

 

“Eu só não posso, como prefeito, achar normal uma cidade tão linda como a nossa ficar com aquela imagem de ‘terra de ninguém’, ‘terra arrasada’, uma cicatriz profunda nos principais corredores da cidade. E isso eu não aceitei e revitalizei”, afirmou.

 

Herança VLT

 

Ainda no embate e sem citar nomes, Mendes disse ser uma “irresponsabilidade e molecagem” ficar repetindo chavões em defesa do VLT. E ainda afirmou que o VLT só chegou a situação que está devido a falta de fiscalização parlamentar.

 

A declaração foi uma cutucada em Emanuel, pois à época ele atuava como deputado estadual e foi um dos defensores do modal.

 

“Vamos implantar ou não o VLT? Eu estou sendo coerente com a minha história. Eu sempre defendi e defendo o VLT como meio, não só na transformação no transporte, mas na transformação de desenvolvimento urbano para Capital, melhorando diretamente a qualidade de vida da população usuária do transporte público”, disse Emanuel.

 

“O gestor enfrenta desafios, mesmo, e dificuldades, como eu enfrentei e enfrento. Então, não tem que ficar olhando para trás e reclamando. Fui eleito para resolver os problemas da população. Já sabia que existia [o VLT], agora tem que resolver. Buscar apoio das prefeituras, da Assembleia, com a bancada federal, com o Governo Federal. Aí é de cada um. Eu resolvo os problemas, que são inúmeros, que herdei em Cuiabá. Agora, cabe ao governador solucionar o dele com apoio político”, finalizou.



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