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Política Segunda-feira, 24 de Junho de 2019, 08:29 - A | A

24 de Junho de 2019, 08h:29 - A | A

Política / REFORMA DA PREVIDÊNCIA

“Se o Congresso não legislar, Governo de MT não vai se omitir”

Secretário diz que Mendes irá fazer reforma da Previdência em MT se Congresso não fizer



O secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo afirmou que a Gestão Mauro Mendes (DEM) fará uma reforma da Previdência caso o Congresso Nacional decida manter a exclusão dos servidores estaduais e municipais do projeto que tramita atualmente.

 

Segundo ele, até 2023, Mato Grosso terá um número de aposentados maior que o número de ativos. Além disso, anualmente, mais de R$ 1,1 bilhão são retirados da receita do Executivo para pagar a previdência.

 

 

“Se no Congresso Nacional não legislar sobre isso, o Governo não vai se omitir, porque esse é um problema de todos os mato-grossenses. Essa conta virá para o bolso de todos nós arcar com o rombo. Na perspectiva dos próximos 35 anos, estamos falando de R$ 54 bilhões”, disse.

 

“De onde vai sair esse dinheiro? Essa é a pergunta. O cidadão que já gasta quando vai ao supermercado, quando consome energia elétrica, vai querer pagar um imposto mais caro para poder sustentar o déficit da Previdência dos servidores públicos?”, questionou.

 

Se no Congresso Nacional não legislar sobre isso, o Governo não vai se omitir, porque esse é um problema de todos

Caso a medida precise ser analisa pela Assembleia Legislativa do Estado, Gallo explicou que irá, por exemplo, mexer na alíquota de contribuição previdenciária paga pelos servidores públicos, hoje fixada em 11% da remuneração bruta.

 

Além disso, será revisto a idade de aposentadoria e outras prerrogativas e benefícios concedidos atualmente.

 

Entretanto, o secretário disse esperar que a reforma não precise ser feita aqui e que o Congresso mantenha os estados e municípios na medida do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

 

“Acho que esse é o debate que está sedo colocado. Temos que ter muita responsabilidade. Hoje, a gente já vai ao bolso do cidadão todo ano. No ano passado, foi R$ 1,1 bilhão. Dinheiro que poderia ser gasto em Saúde, Educação e Segurança. Estamos sustentando um regime que não foi previsto o equilíbrio”, afirmou.

 

“Então, já temos um déficit financeiro. Se não fizermos nada agora, esse déficit vai chegar a R$ 54 bilhões. Estamos condenando o futuro das novas gerações, das nossas crianças, netos. Isso não é justo, não é razoável. Não podemos nos omitir neste momento e não vamos nos omitir. Esperamos trabalhar isso no Congresso Nacional. Está colocado ainda para ser votada em plenário. Esperamos não ter necessidade de fazer isso aqui na nossa Assembleia”, completou.



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