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Poderes Quarta-feira, 17 de Julho de 2019, 07:37 - A | A

17 de Julho de 2019, 07h:37 - A | A

Poderes / BIOLOGIA

Professor da UFMT descobre nova espécie de macaco

O "Plecturocebus grovesi" faz parte de um grupo de macacos conhecidos popularmente como sauás ou zogue-zogues



Durante uma expedição coordenada pelo professor rogério Rossio, do Instituto de Biociência (IB) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), à Alta Floresta (a 800 km de Cuiabá), em 2014, a equipe encontrou uma nova espécie de macaco, batizada de Plecturocebus grovesi.

 

O nome escolhido foi homenagem ao professor britânico Colin Groves, considerado uma das maiores autoridades mundiais em taxonomia de primatas, falecido em 2017, a espécie faz parte de um grupo de macacos conhecidos popularmente como sauás ou zogue-zogues.

 
 

 

Ele pode ser encontrada na região do Pantanal, ao Norte de Mato Grosso e em toda a região Amazônica. Com um tamanho próximo ao de um macaco-prego, porém mais peludo e com cores mais vistosas, costuma se alimentar de frutos e insetos e são conhecidos por serem barulhentos.

 

 

“Minha pesquisa é relacionada com áreas da Biologia que se propõem a descrever novas espécies e estudar as relações de parentesco entre as espécies. É uma área que utiliza as coleções zoológicas – coleção de exemplares de animais para estudo cientifico – então, com uma certa frequência vamos à campo para realizar coletas científicas”, explica o docente.

 

Em seguida foram feitos estudos analisando a morfologia, características físicas do animal, e estudos genéticos. “A partir disso descobrimos que realmente se tratava de uma nova espécie, pois os resultados nos mostraram que os macacos coletados em Alta Floresta não pertenciam à nenhuma já descrita cientificamente”, completa.

 

A equipe de pesquisadores que fizeram parte dessa descoberta envolveu, além do professor Rogério Rossi, o professor Gustavo Canale, do Câmpus de Sinop, e pesquisadores das Universidades Federais do Amazonas (UFAM), do Pará (UFPA), de Viçosa (UFV) e de Goiás (UFG); do Museu Paraense “Emílio Goeldi”; da Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat); do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA) e Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, além da Universidade de Salford, Institute for Society and Genetics, Global Wildlife Conservation, vinculado à University of California (UCLA) e e Stony Brook University.

 



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